Zend Certified Engineer PHP 5.3

Zend Certified Engineer PHP5.3Olá pessoal, tudo bem? Ontem às 10 horas da manhã fiz o teste da Zend para obter a certificação de PHP 5.3, e vou detalhar aqui meu processo de estudo e o material que eu  utilizei, para dar uma luz a quem quer se preparar pra prova e não consegue achar muitas informações na internet.

Material que utilizei para estudo:

Os exercícios e testes práticos que fiz são os do próprio guia de estudos da Zend e, também os seguintes:

Lembrando que, os mocks da Vulcan não estão mais disponíveis, eu apenas reutilizei créditos que tinha da certificação de PHP 5.

Uma dica que dou é que estudem a fundo o manual do PHP. Muita coisa da prova não é abordado nos outros PDFs, mas a partir do manual as coisas ficam mais fáceis.

Agradeço a Deus, minha namorada, meus familiares e amigos pelo apoio. E boa sorte para quem vai fazer a prova.

Integrando o Doctrine com o Zend Framework

Neste artigo demonstro uma maneira de integrar o framework de mapeamento objeto relacional Doctrine com o Zend Framework. Esta integração pode ser útil em projetos que necessitam de uma ferramento mais consistente mara fazer o mapeamento objeto relacional, tendo em vista que o Zend_Db ainda não possui boas funcionalidades para este objetivo. O Doctrine também se mostra consistente na gestão de memória, liberando recursos conforme eles não são mais necessários, além de outros recursos interessantes para as aplicações.

Introdução ao Doctrine

O Doctrine é uma ferramenta de mapeamento objeto-relacional (ORM) para PHP 5.2.3+. Um de seus principais recursos é a opção de se escrever consultas de bancos de dados em um dialeto SQL proprietário orientado a objetos chamado Doctrine Query Language (DQL), que foi inspirada na Hibernate Query Language (HQL) do framework Hibernate para Java. Isso fornece aos desenvolvedores uma alternativa poderosa ao SQL que mantém a flexibilidade sem duplicações desnecessárias de código.

Os Models gerados pelo Doctrine extendem da classe Doctrine Record, onde todos eles herdam métodos típicos de um Active Record, como os métodos save, delete, etc, além de permitir que o Doctrine participe e monitore o ciclo de vida dos registros. Outros componentes do Doctrine fazem os trabalhos mais pesados, como por exemplo a classe Doctrine_Table. Esta classe possui os métodos típicos de um Data Mapper, como, por exemplo, createQuery, find, findAll, findBy*, etc.

No Doctrine as consultas são baseadas em classes ao invés de tabelas, para demonstrar um exemplo, considere a seguinte consulta:

FROM Usuario
LEFT JOIN u.Enderecos WHERE u.id = 1

Com ela pode-se notar o seguinte:

  • É feita uma seleção do Model Usuario e não da tabela;
  • É possível referenciar os campos do Model;
  • São feitos joins com associações;
  • Não existe condição de join, as associações entre as classes e como elas estão no banco de dados são conhecidas pelo Doctrine.

Estas informações foram traduzidas do Manual Oficial do Doctrine, com algumas modificações para clarear o entendimento.

Definição do Projeto com o Zend Framework

Agora que já foi feita uma breve explicação sobre o Doctrine é hora de gerar um projeto de exemplo com o Zend Framework. O projeto criado será bem simples, apenas para exemplificar algumas operações básicas com o Doctrine. Neste ponto presumo que você leitor tenha o Zend Framework e sua ferramenta de linha de comando configurados em seu sistema operacional. Caso não tenha feito isso, recomendo o tutorial do Adler Medrado, onde ele ensina como fazer estas configurações.

O primeiro passo é criar a estrutura do projeto com o comando:

zf create project zf_doctrine

Caso nenhum erro ocorra este comando gerará a seguinte estrutura:

Estrutura básica de um projeto Zend Framework

A pasta application será onde o código específico da aplicação será armazenado. Este código inclui as configurações da aplicação para ambiente de desenvolvimento, produção ou demais ambientes configurados; os Controllers responsáveis por intermediar o fluxo entre as Views, que cuidam da apresentação ao usuário, e os Models responsáveis pela lógica de negócio da aplicação.

A pasta docs é utilizada para armazenar as documentações da aplicação e dos componentes. library é onde ficam armazenados os plugins, componentes e demais bibliotecas de terceiros. Ela é utilizada para armazenar o Doctrine e toda estrutura de classes do Zend Framework. A pasta public é a pasta acessível pelo servidor web, onde é feita toda a chamada para inicializar a aplicação, seguindo o padrão Front Controller. E a pasta testes é onde são armazenados os testes unitários.

Integração

A primeira coisa a se fazer é o download do framework Doctrine. Na data em que este artigo foi escrito a última versão estável do framework é a 1.2.1. Você pode baixá-la neste link. Após ter efetuado o download e extraído o pacote, é necessário copiar todo o conteúdo da pasta lib para a pasta library do projeto Zend Framework criado, resultando na seguinte estrutura:

Estrutura com o Doctrine extraído

Após isso é necessário criar a pasta db e dentro dela as seguintes pastas:

  • fixtures – Pasta onde armazenará arquivos de definição de dados para popular o banco de dados;
  • migrations – Arquivos de migração entre diferentes versões de banco de dados;
  • schema – Definição de toda estrutura do banco de dados, seguindo o formato YAML;
  • sql – Armazena a estrutura SQL que define o banco de dados.

Depois de criar estas pastas, também pode ser criada a pasta para armazenar os scripts de linha de comando do Doctrine. Dentro de application é criada uma pasta com o nome de scripts. Após criar todas estas pastas a estrutura será a seguinte:

Estrutura final de diretórios

Após toda a estrutura estar definida é hora de começar a configurar o projeto. A primeira coisa a se fazer é, abrir o arquivo application/configs/application.ini, e acrescentar o seguinte conteúdo nele, na seção [production]:

autoloaderNamespaces[] = "Doctrine"
doctrine.dsn = "mysql://usuario:senha@host/banco"
doctrine.models_path = APPLICATION_PATH "/models"
doctrine.data_fixtures_path = APPLICATION_PATH "/../db/fixtures"
doctrine.migrations_path = APPLICATION_PATH "/../db/migrations"
doctrine.sql_path = APPLICATION_PATH "/../db/sql"
doctrine.yaml_schema_path = APPLICATION_PATH "/../db/schema"
; Conservative Model Loading
doctrine.model_autoloading = 2

Nestas linhas é definido o Namespace utilizado pelo Doctrine para o autoLoader carregar as classes automaticamente, logo em seguida é definido um Nome de Fonte de Dados (Data Source Name – DSN) para a localização do banco de dados, em seguida são definidas as pastas onde são armazenados os models, as fixtures, a sql, e o schema, e, por último é definida a forma como o Doctrine carregará os Models, neste caso é utilizado o Conservative, que carrega os Models conforme eles sejam necessários.

Logo abaixo da linha doctrine.model_autoloading é necessário definir algumas configurações para a ferramenta de linha de comando do Doctrine (Doctrine Cli), basta colocar o seguinte conteúdo:

[doctrineCLI : production]
doctrine.generate_models_options.pearStyle = true
doctrine.generate_models_options.generateTableClasses = false
doctrine.generate_models_options.generateBaseClasses = true
doctrine.generate_models_options.baseClassPrefix = "Base_"
doctrine.generate_models_options.baseClassesDirectory =
doctrine.generate_models_options.classPrefixFiles = false
doctrine.generate_models_options.classPrefix = "Model_"
; Agressive Model Loading
doctrine.model_autoloading = 1

Neste ambiente é necessário configurar as formas como os Models serão gerados. A primeira linha configura a nomenclatura no formato PEAR, onde o nome da classe contém como prefixos a estrutura de diretório onde ela está localizada, por exemplo, Model_Produto, estará na pasta model/Produto.php, no caso da nomenclatura do Zend Framework, a pasta models terá como prefixo Model_, seguindo o padrão do Autoloader do framework. A segunda linha indica ao Doctrine CLI para não gerar as classes Table automaticamente. A terceira linha configura o Doctrine CLI para que gere classes base, onde a quarta linha configura o prefixo das classes Base e a linha seguinte define um diretório vazio, fazendo com que as classes geradas sejam armazenadas no diretório models/base ao invés de models/Model/Base. A próxima linha indica que os nomes de arquivos não devem conter prefixos, a linha seguinte indica ao prefixo das classes geradas, que deverá ser Model_, como explicado. E a última linha define que a forma de carregar os Models será Agressive, ou seja, eles são carregados na inicialização do Doctrine.

Após definir toda essa estrutura é  hora de configurar a inicialização do Zend Framework para que ele carregue e configure corretamente o Doctrine e demais classes necessárias pela aplicação. Para isso, basta abrir o arquivo application/Bootstrap.php, e colocar o seguinte conteúdo nele:

<?php
class Bootstrap extends Zend_Application_Bootstrap_Bootstrap
{
	protected function _initAutoload()
	{
		$autoloader = new Zend_Application_Module_Autoloader(array(
			'basePath' => APPLICATION_PATH,
			'namespace' => ''
		));
		return $autoloader;
	}
	protected function _initDoctrine()
	{
		$this->getApplication()->getAutoloader()
								->pushAutoloader(array('Doctrine', 'autoload'));
		spl_autoload_register(array('Doctrine', 'modelsAutoload'));

		$doctrineConfig = $this->getOption('doctrine');
		$manager = Doctrine_Manager::getInstance();
		$manager->setAttribute(Doctrine::ATTR_AUTO_ACCESSOR_OVERRIDE, true);
		$manager->setAttribute(
			Doctrine::ATTR_MODEL_LOADING,
			$doctrineConfig['model_autoloading']
		);
		Doctrine::loadModels($doctrineConfig['models_path']);

		$conn = Doctrine_Manager::connection($doctrineConfig['dsn'], 'doctrine');
		$conn->setAttribute(Doctrine::ATTR_USE_NATIVE_ENUM, true);
		return $conn;
	}
}

O primeiro método configura o Autoloader do Zend Framework, para que ele cuide do carregamento das classes necessárias na aplicação. O segundo método configura o Doctrine. Primeiramente ele adiciona o Autoloader do Doctrine ao Autoloader do Zend Framework, permitindo ao Doctrine carregar as classes específicas de seus componentes. A próxima linha configura o Autoloader de Models do Doctrine, para que o Doctrine também cuide do carregamento de seus Models, conforme for necessário na aplicação. As linhas seguintes cuidam de:

  • Pegar as configurações definidas no arquivo application.ini;
  • Definir os atributos do Doctrine, onde o primeiro atributo definido é a sobrescrita de acessores e o segundo é a forma como os Models são carregados;
  • Carregar os Models, conforme a forma definida na linha anterior;
  • Gerar uma conexão ao banco de dados, baseada na dsn definida no arquivo de configuração;
  • Utilizar a forma nativa de ENUM.

Com isso o arquivo de inicialização do Zend Framework está devidamente configurado. A última etapa é criar a ferramenta de linha de comando do Doctrine. Para fazer isso basta criar o arquivo application/scripts/doctrine.php e colocar o seguinte conteúdo nele:

<?php
//Caminho para a pasta da aplicação
defined('APPLICATION_PATH')
    || define('APPLICATION_PATH', realpath(dirname(__FILE__) . '/..'));
//Ambiente em que a aplicação será executada
defined('APPLICATION_ENV')
    || define('APPLICATION_ENV', (getenv('APPLICATION_ENV') ? getenv('APPLICATION_ENV') : 'doctrineCLI'));

//Adiciona a "library" no include_path
set_include_path(implode(PATH_SEPARATOR, array(
    realpath(APPLICATION_PATH . '/../library'),
    get_include_path()
)));

require_once 'Zend/Application.php';
//Cria a aplicação, faz o bootstrap e a executa
$application = new Zend_Application(
    APPLICATION_ENV,
    APPLICATION_PATH . '/configs/application.ini'
);

$application->getBootstrap()->bootstrap('autoload');
$application->getBootstrap()->bootstrap('doctrine');

$config = $application->getOption('doctrine');

$cli = new Doctrine_Cli($config);
$cli->run($_SERVER['argv']);

Este arquivo irá definir a pasta da aplicação, o ambiente doctrineCLI, para pegar as configurações específicas da ferramenta de linha de comando, conforme definido no arquivo application.ini, adicionar a biblioteca de componentes no include_path, inicializar a aplicação, assim como o Autoload do Zend Framework e o Doctrine, pegar as configurações definidas em application.ini, e, finalmente chamar o Doctrine CLI para cuidar de todo o resto. Por último é necessário criar o arquivo executável responsável por chamar esta ferramenta definida. Para isso basta criar o arquivo application/scripts/doctrine e colocar o seguinte conteúdo nele:

#!/usr/bin/env /usr/bin/php
<?php
chdir(dirname(__FILE__));
include('doctrine.php');

O próximo passo é dar permissão de execução a esse arquivo:

$ chmod a+x zf_doctrine/application/scripts/doctrine

Testando

Antes de mais nada, a primeira coisa a se fazer é testar o cliente de linha de comando. Para isso, em um terminal, execute o seguinte comando:

$ zf_doctrine/application/scripts/doctrine

A saída deste comando deverá ser a seguinte:

Doctrine Command Line Interface

doctrine.php build-all
doctrine.php build-all-load
doctrine.php build-all-reload
doctrine.php compile
doctrine.php create-db
doctrine.php create-tables
doctrine.php dql
doctrine.php drop-db
doctrine.php dump-data
doctrine.php generate-migration
doctrine.php generate-migrations-db
doctrine.php generate-migrations-diff
doctrine.php generate-migrations-models
doctrine.php generate-models-db
doctrine.php generate-models-yaml
doctrine.php generate-sql
doctrine.php generate-yaml-db
doctrine.php generate-yaml-models
doctrine.php load-data
doctrine.php migrate
doctrine.php rebuild-db

Se preferir, adicione esta ferramenta no include_path de sua aplicação, seguindo a mesma idéia explanada pelo Adler Medrado. Caso o comando retorne a saída demonstrada acima, a ferramenta da linha de comando deverá estar funcionando corretamente. Agora é hora de criar um banco de dados chamado carros_doctrine. Após criá-lo, crie o arquivo db/schema/schema.yml, e coloque o seguinte conteúdo nele:

Carro:
  connection: 0
  tableName: carro
  columns:
    id:
      type: integer(4)
      fixed: false
      unsigned: true
      primary: true
      autoincrement: true
    nome:
      type: string(150)
      fixed: false
      unsigned: false
      primary: false
      notnull: true
      autoincrement: false
    cor:
      type: string(150)
      fixed: false
      unsigned: false
      primary: false
      notnull: true
      autoincrement: false

Neste arquivo é feita a definição de uma tabela chamada “Carro” para o banco de dados, onde esta tabela terá as colunas:

  • id – Que será um campo do tipo Inteiro, chave primária, não aceitará valores nulos e nem valores negativos (unsigned)  e será um campo auto-incremental;
  • nome – Será um campo do tipo String, com o tamanho de 150 caracteres e  que não pode ser nulo;
  • cor – Será um campo do tipo String, com o tamanho de 150 caracteres e  que não pode ser nulo.

Após criar o banco e definir este arquivo, basta executar a ferramenta de linha de comando para que ela gere o banco de dados e os Models. Para isso basta executar o seguinte comando:

$ zf_doctrine/application/scripts/doctrine build-all-reload
build-all-reload - Are you sure you wish to drop your databases? (y/n)
y
build-all-reload - Successfully dropped database for connection named 'doctrine'

build-all-reload - Generated models successfully from YAML schema
build-all-reload - Successfully created database for connection named 'doctrine'

build-all-reload - Created tables successfully
build-all-reload - Data was successfully loaded

Após executar este comando basta verificar se a pasta models está devidamente preenchida com o arquivo Carro.php e Base/Carro.php.

Agora, caro queira gerar o SQL da aplicação, basta executar o seguinte comando:

$ zf_doctrine/application/scripts/doctrine generate-sql
generate-sql - Generated SQL successfully for models

Após isso, o arquivo db/sql/schema.sql será criado e conterá a SQL do banco de dados, como o trecho a seguir:

CREATE TABLE carro (
	id INT UNSIGNED AUTO_INCREMENT,
	nome VARCHAR(150) NOT NULL,
	cor VARCHAR(150) NOT NULL,
	PRIMARY KEY(id)
) ENGINE = INNODB;

Agora, o último teste para verificar se tudo está corretamente integrado é fazer algumas chamadas no Controller e verificar se tudo é executado corretamente. Dentro do arquivo application/controllers/IndexController.php, existe o método indexAction(), basta definí-lo como a seguir:

public function indexAction()
{
	$carro = new Model_Carro();
	$carro->nome = "Ferrari";
	$carro->cor = "Vermelha";
	$carro->save();

	$query = new Doctrine_Query();
	$query->from('Model_Carro c');
	$query->orderBy('c.id DESC');
	$this->view->carros = $query->execute();
}

Neste método é criado um novo carro com o nome “Ferrari” e a cor “Vermelha”, e então é inserido este carro no banco de dados. Após isso uma consulta de todos os carros do banco de dados é executada e, então, esta consulta é passada para a View, onde é feita uma listagem destes carros e apresentado ao usuário.

Para fazer esta listagem altere o arquivo application/views/scripts/index/index.phtml e deixe-o com o seguinte conteúdo:

<?php foreach ( $this->carros as $carro ): ?>
<h1>Carro #<?php echo $carro->id; ?></h1>
<p>Nome: <?php echo $carro->nome; ?></p>
<p>Cor: <?php echo $carro->cor; ?></p>
<hr />
<?php endforeach; ?>

Nele é feito um laço para percorrer todos os carros imprimindo os dados de cada um ao usuário. Agora basta ir no browser e acessar o projeto, que o seguinte conteúdo será exibido:

Listagem dos Carros

Caso todo este processo ocorra sem erros o Doctrine está devidamente integrado ao Zend Framework.

Conclusão

O Doctrine é uma ferramenta robusta e consistente para mapeamento objeto relacional, e unindo todas as suas funcionalidades com os componentes do Zend Framework é possível obter uma arquitetura altamente consistente e com ferramentas de alto nível. Apesar de ser uma solução minimalista, a integração se mostra devidamente eficaz, provendo todas as funcionalidades das ferramentas de linha de comando e dos componentes de ambos os frameworks. Existem diversas formas de se integrar o Doctrine com o Zend Framework, esta pode não ser a melhor, porém funciona sem maiores problemas. Logo abaixo coloco alguns links com outras formas de integração assim como o screencast que utilizei como base para elaborar este artigo. Até a próxima.

Código-Fonte

O link abaixo é o pacote com todo o código-fonte do projeto desenvolvido neste artigo, junto com a biblioteca Doctrine.

zf_doctrine.tar

Links Úteis

Debug de Aplicações PHP com XDebug e Eclipse PDT

No artigo anterior, demonstrei passo a passo como instalar no Ubuntu 9.10 a extensão XDebug, utilizada no debugging e profiling de aplicações PHP. Neste artigo demonstro as configurações necessárias para integrar esta ferramenta com a IDE Eclipse PDT.

Configurando o XDebug

Antes de ir ao Eclipse, é necessário modificar algumas diretrizes de configuração do XDebug, para isto basta abrir o arquivo de configuração do PHP como root:

sudo gedit /etc/php5/apache2/php.ini

E na seção:

[Zend]
zend_extension="/usr/lib/php5/20060613+lfs/xdebug.so"

Adicionar logo abaixo o seguinte conteúdo:

[xdebug]
xdebug.remote_enable=On
xdebug.remote_host="localhost"
xdebug.remote_port=9000

Após fazer isso, basta verificar se o phpinfo() traz o seguinte resultado:

Resultado da função phpinfo()

Com isso o XDebug está devidamente configurado.

Configurando o Eclipse

A primeira coisa a se fazer no Eclipse é adicionar o executável do PHP. No menu Window -> Preferences existe um menu lateral com o título PHP, ao expandí-lo aparecerá a opção PHP Executables, ao clicar nesta opção aparecerá a seguinte janela:

Janela de executáveis do PHP

Basta então clicar no botão Add e colocar um nome qualquer, informar o caminho do executável (por exemplo, /usr/bin/php) e escolher o tipo do debugger, que é XDebug. O próximo passo é configurar as informações do debugger no Eclipse, para isto basta ir em: PHP -> Debug -> Installed Debuggers, lá existirá uma entrada para o XDebug, basta verificar se a porta é a 9000, e caso não seja clicar em Configure e alterá-la. Após isto basta ir em PHP -> Debug e modificar o PHP Debugger para o XDebug.

Após estas configurações o Debugging do Eclipse já deverá estar funcionando. Caso não esteja, é necessário verificar se o servidor padrão está apontando para a URL correta do Web Server, para isto basta ir em Window -> Preferences -> PHP -> PHP Servers e editar as configurações do servidor padrão.

Exemplo de Debugging

Agora a última etapa é fazer um teste para verificar se tudo está funcionando. Para isso basta criar um projeto PHP, e criar um arquivo chamado teste.php. Dentro deste arquivo é acrescentado o seguinte conteúdo:

<?php
$teste = "ola";
$muaha = array();
for ( $i = 0; $i &lt; 3; $i++ ) {
	$muaha[] = $i;
}
array_shift($muaha);
echo "fim";

Ele é bastante simples, vai criar duas variáveis, fazer um laço para preencher o array, tirar o primeiro elemento do array e imprimir o texto fim. Para executar ele, basta clicar na pequena seta logo à direita do botão de Debug, como apresentado na imagem abaixo, e ir em Debug as -> PHP Web Page.

Botão de Debug no Eclipse

Ele então avisará para abrir a perspectiva de Debug, basta confirmar clicando em Yes e a seguinte tela aparecerá:

Perspectiva de Debug

Pode-se notar que existe uma barra logo à esquerda da numeração das linhas, ao clicar nesta barra será adicionado um breakpoint, que é um ponto de parada na execução do script, o que permite verificar a situação do script até este ponto, como as variáveis alocadas, o conteúdo delas etc. A nível de teste, basta colocar 2 breakpoints, um na linha 4 e outro na linha 8. Após isto basta executar o script, clicando no botão com seta verde, localizado na aba Debug, ele é apresentado na imagem abaixo:

Localização do botão para resumir a execução do script

Logo na primeira parada é possível verificar as variáveis, como o array vazio e a string devidamente preenchida, isto é apresentado na imagem abaixo:

Primeira execução do script

Ao clicar novamente no botão para resumir a execução do script, será feito um dos loops do for definido até que a condição especificada ($i < 3) seja cumprida, ou seja, serão necessários 4 cliques no botão para sair do for :P . Neste laço é possível verificar que o array vai sendo preenchido, e após sair do loop e parar na linha 8 o array está com apenas 2 elementos devido à função array_shift. As imagens abaixo representam, respectivamente, o fim do loop e a parada na linha 8.

Fim do loop: Array com 3 elementos

Parada na linha 8: Array com 2 elementos

E por último, é exibida a saída da página na tela, e a aba de variáveis é limpa, assim como apresentado na imagem abaixo:

Fim do Debug

Concluindo

O XDebug é uma ferramenta bastante útil para programadores PHP, com ela é possível debugar cada trecho do código para garantir uma maior consistência a ele e (tentar) eliminar bugs. Além de debug ela também fornece a funcionalidade de profiling, que será abordada em um artigo futuro. Até a próxima.

Trabalho de Conclusão de Curso: Proposta de Arquitetura para Desenvolvimento Web Baseada em PHP utilizando Design Patterns, Um Estudo de Caso

Olá a todos, como vão? Algum tempo parado com o blog, apesar de ter dito que agora eu teria mais tempo para me dedicar a ele, não é o que está acontecendo :D . Bom hoje trago para vocês o meu tema de trabalho de conclusão de curso, com o qual conclui minha graduação no Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu, me tornando Bacharel em Ciência da Computação. Na segunda-feira dia 7 de Dezembro de 2009, apresentei a banca final, defendendo o tema, explanando toda a parte prática (a parte teórica foi apresentada na banca parcial) e ganhando a aprovação dos avaliadores da banca.

Objetivo Geral

Propor uma arquitetura de desenvolvimento de aplicações em PHP contendo design patterns que forneça uma maior estrutura organizacional, padronização de programação, facilidade de manutenção, menos repetição de código e que evite bad smell (algo errado no código que necessita ser refatorado).

Arquitetura Definida

Diagrama da arquitetura definida

Diagrama da arquitetura definida

O fluxo definido por esta arquitetura segue o padrão definido pelo Zend Framework e, também, possui algumas customizações para a comunicação entre cada camada. A estrutura base do framework é baseada no pattern Model-View-Controller (MVC), o que divide a aplicação em Model, View e Controller. Na arquitetura, conforme apresentado na Figura acima ainda existem as camadas: Facade, Data Mapper e Table Data Gateway.

Todo o fluxo inicia-se por uma requisição feita por um usuário, o framework definirá qual o Controller requerido, este então será responsável por tratar a requisição e, utilizando o pattern Factory Method, o Controller obtém a Facade ligada ao caso de uso a que ele corresponde e então delega para esta camada o processamento da lógica referente a regra de negócio.

A Facade poderá utilizar um Data Mapper para obter dados do banco de dados, ou para fazer operações a registros do banco. O Data Mapper irá utilizar o Table Data Gateway para efetuar as operações SQL, que é a linguagem compreendida pelo banco de dados. Ele também poderá mapear os dados vindos do Table Data Gateway para objetos Model, que representam em forma de objetos as entidades do banco de dados.

Existe ainda a implementação do Observer e Observable, que fazem parte do design pattern Observer. Uma classe Observable possuirá métodos para se conectar a Observers e para notificar cada um deles. A classe Observer irá fazer um log das operações notificadas pela Observable, gravando este log em banco de dados, no formato JSON, para permitir uma consulta posterior.

Após todo o processamento das camadas inferiores ser concluído, o Controller irá continuar o fluxo da aplicação, exibindo a View para o usuário, que pode conter os dados pegos pelo Data Mapper, ou os formulários definidos pelos componentes Zend_Form para obter dados para algum registro, ou mensagens relevantes para informar ao usuário.

O design pattern Singleton é implementado por diversos componentes do Zend Framework, como, por exemplo, o Zend_Auth que é utilizado na autenticação de usuários. Com este pattern é possível manter os objetos durante a aplicação e por apenas um ponto de entrada. Isto garante a consistência deste objeto, sabendo sempre o que esperar dele.

Aplicação de Exemplo

Para fazer o estudo de caso foi necessário a elaboração de uma aplicação, esta sendo um sistema simples de controle de bibliotecas. Como não era necessário especificar um cliente real, foram criadas algumas regras de negócio que o sistema devia atender e então construí todo o sistema utilizando a arquitetura. A observação que deixo para quem for analisar a aplicação é que a regra de negócio é sim extremamente simples, e acredito que se fosse aplicar a aplicação a uma biblioteca real existiria muita coisa a se trabalhar, porém com ela foi possível demonstrar o uso da arquitetura e o resultado foi bem satisfatório. Os casos de uso criados são demonstrados no diagrama de casos de uso apresentado na Figura abaixo:

Diagrama de Casos de Uso

Diagrama de Casos de Uso

Conclusões

A principal conclusão apresentada na minha monografia é com relação a manutenibilidade dos sistemas e ciclo de vida. Com uma arquitetura padronizada e altamente reutilizável graças a um ótimo framework e a utilização de design patterns pode-se aumentar bastante o ciclo de vida, principalmente porque desenvolvedores que forem alterar as aplicações já prontas, deverão apenas se familiarizar com os patterns já especificados e reconhecidos mundialmente, e, também, ler a documentação da arquitetura, para saberem onde exatamente alterar as partes necessárias. Os trabalhos futuros são:

  • Tornar a arquitetura independente de framework;
  • Basear a arquitetura em plugins para facilitar a criação e atualização de funcionalidades de sistemas;
  • Escolher entre os design patterns existentes para adicionar ou remover patterns de acordo com a necessidade das aplicações que forem desenvolvidas.

A Monografia

Código-Fonte

O código-fonte com a arquitetura e a aplicação de exemplo poderão ser baixados no link abaixo. Se você tiver melhorias e dicas por favor envie um comentário que ficarei bem agradecido, principalmente se forem coisas construtivas. Bom, é isso, gostaria só de anunciar as boas novas e, também, divulgar esta arquitetura, que ao meu ver ficou muito boa para se trabalhar, e que já estou utilizando em um sistema real… :)

Código-Fonte da Arquitetura

Instalando XDebug no Ubuntu 9.10

Olá a todos! Hoje demonstrarei os passos necessários para se instalar a ferramenta de debug e profiling para PHP chamada XDebug. Esta ferramenta é relativamente nova para mim, e pode ser uma grande aliada para garantir a performance e qualidade de seu código.

O primeiro passo é instalar os pacotes necessários para poder instalar o XDebug a partir do repositório de extensões PHP:

sudo apt-get install php5-dev php-pear

Com o PECL pode-se instalar novos pacotes no estilo do apt-get, utilizado para instalar pacotes no sistema operacional. Neste repositório é possível instalar o XDebug, para isso basta o seguinte comando:

sudo pecl install xdebug

Após a extensão ser instalada, é necessário verificar o caminho completo onde ela se encontra, para isso basta digitar o seguinte comando:

find / -name 'xdebug.so' 2> /dev/null

No meu caso o caminho retornado foi:

/usr/lib/php5/20060613+lfs/xdebug.so

Agora, a última etapa é configurar o php.ini:

sudo gedit /etc/php5/apache2/php.ini

E adicionar o seguinte conteúdo no fim do arquivo:

[Zend]
zend_extension="/usr/lib/php5/20060613+lfs/xdebug.so"

Onde o caminho utilizado para o atributo zend_extension deve ser o retornado pelo comando de pesquisa. Após isso basta reiniciar o serviço Apache:

sudo service apache2 restart

E então verificar a saída do phpinfo(), que deverá ter um trecho como este:

phpinfo() com dados do XDebug

phpinfo() com dados do XDebug

Bom, com isto a instalação do XDebug foi um sucesso, para quem quer mais informações sobre o XDebug e os repositórios oficiais do PHP:

Como o objetivo deste artigo era só abordar a instalação da extensão acredito que a missão esteja cumprida, em um artigo futuro farei um breve tutorial sobre como debugar os scripts PHP e, também, sobre como funciona a ferramenta de profiling desta extensão.
Para quem acompanhou os artigos sobre a arquitetura de software com CodeIgniter, também falo que em breve colocarei aqui o artigo para desenvolvimento de um sistema visando demonstrar o uso desta arquitetura. Agora o tempo está um pouco menos apertado, poderei me dedicar mais ao blog. Até mais.

Reapresentação da palestra Webservices REST com Zend Framework

Ontem eu e o Jurmir apresentamos na Semana Acadêmica Integrada 2009 do CESUFOZ a palestra Webservices REST com Zend Framework. Quem ainda não viu os slides, confira-os no post original, escrito após a apresentação na Latinoware. Agradeço a todos que nos prestigiaram e espero que tenham gostado da palestra. Esta foi uma reapresentação da palestra da Latinoware, o bom desta palestra é que tínhamos internet, então foi possível demonstrar o cliente Twitter, apesar de não ter sido possível inserir novos status, mas tudo bem, já foi muito mais completa do que a da Latinoware.

Estou em processo de término da monografia, além de estar atuando em alguns projetos, em breve espero colocar mais artigos aqui no blog. Até mais.

Palestra – PHP, Mercado e Certificações

Apresentei ontem na Semana Acadêmica Integrada 2009 do Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu a palestra entitulada PHP, Mercado e Certificações. Nela, procurei abordar um pouco da evolução da linguagem, mostrar que seu futuro é promissor, empresas que a utilizam (grandes companhias e empresas da cidade), perfis de profissionais, dicas para se tornar um profissional melhor e uma abordagem geral sobre as certificações da Zend, me focando mais na de PHP5 que eu já possuo alguma experiência. Espero que todos tenham gostado da palestra, segue os slides:

Cliente Twitter com Zend Framework

Bom, como disse no outro post fiz um cliente com o Zend Framework para consumir o serviço REST disponibilizado pelo Twitter. Este cliente era para ser apresentado na palestra da Latinoware, infelizmente não foi possível o acesso à internet, o que faria com que o cliente não funcionasse, então acabei nem mostrando ele. Disponibilizo aqui então este cliente, para utilizá-lo é necessário ativar o mod_rewrite no Apache e, provavelmente, ativar a extensão curl do PHP. Tendo estes requisitos, descompacte o zip na pasta acessível pelo Apache, altere o arquivo application/configs/application.ini para que ele contenha o usuário e senha utilizados no seu banco de dados MySQL, como no exemplo abaixo:
resources.db.params.username = "root"
resources.db.params.password = ""

Então, crie o banco de dados utilizando o arquivo encontrado em db/banco.sql. Após certificar-se de tudo estar pronto basta ir no browser e acessar o cliente na sua URL local, para quem não conhece o Zend Framework é necessário acessar a pasta public para que ele funcione… por exemplo: http://localhost/zf_twitter/public. Então é só cadastrar seu usuário e senha do twitter, logar-se e postar seus twitts, visualizar os últimos twitts de seus amigos, seu perfil e fazer buscas por twitts. Espero que gostem e lembro que é um aplicativo simples, mas quem estiver afim pode extendê-lo sem nenhum problema.

Para baixar o cliente, clique aqui

Até o próximo post.

Palestra Webservices REST com Zend Framework

Ontem foi um dia bem diferente para mim, apresentei na Latinoware uma palestra sobre Webservices REST com Zend Framework, junto com meu amigo Jurmir. Fiquei bem nervoso, mas depois que comecei a falar consegui me acalmar e apresentar tranquilamente. Agradeço a todos que estiveram lá e espero que tenham gostado da palestra. Infelizmente graças a ótima rede wireless disponibilizada lá, não pude mostrar o aplicativo que fiz para consumir o webservice do Twitter, mas daqui a pouco disponibilizarei ele aqui no site. Bom, segue abaixo os slides da palestra (via slideshare).

Novidades do PHP 5.3

Olá a todos, como vão? Eu sei que este assunto já está bem “manjado”, mas a nova versão do PHP trouxe diversas novidades para a linguagem, e como ainda não havia estudado-as, resolvi ler mais sobre elas e expor as que mais achei interessante neste post.

A idéia do PHP 5.3 era trazer novas funcionalidades e também corrigir diversos bugs, além, também de preparar o terreno para a versão 6 da linguagem. Uma lista abrangendo TODAS estas funcionalidades é encontrada abaixo:

  • Suporte a namespaces;
  • Late static binding;
  • Funções Lambda e closures;
  • Adições de sintaxe: NOWDOC, função goto para “pular” entre trechos de código baseando-se em um label de identificação em cada trecho, __callStatic();
  • Melhorias de performance;
  • Garbage Collection opcional para referências cíclicas;
  • Opcional substituição da biblioteca libmysql para a mysqlnd;
  • Melhoria ao suporte ao SO Windows, incluindo binários VC9 e X64, assim como na portabilidade com outras plataformas;
  • Arredondamento de floats de uma forma mais consistente;
  • Erros de notice que informavam sobre Deprecateds agora possuem uma própria diretiva de erros que é E_DEPRECATED, ao invés de utilizar a E_STRICT;
  • Diversas melhorias para dar mais flexibilidade ao php.ini;
  • Extensões nativas: PHAR, intl (Internacionalização), Fileinfo, sqlite3 e Enchant;
  • Mais de 140 correções de bugs e melhorias ao PHP, em particular às extensões: openssl, spl e  date.

Agora vou abordar as novidades dessa lista que mais me chamaram a atenção, lembrando que isso vai de cada desenvolvedor, provavelmente as que explico aqui podem não ser tão interessantes para o seu dia-a-dia.

Namespaces

Falando de modo geral, uma namespace nada mais é do que uma forma de encapsular itens. Tendo como exemplo uma estrutura de diretórios de um determinado sistema operacional, um arquivo chamado “arquivo.txt” pode estar na pasta /home/teste como também na pasta /home/pessoal, mas não poderá existir dois arquivos de nome igual em uma mesma pasta. Este mesmo princípio está presente no mundo da programação.

No PHP, as namespaces foram criadas para resolver problemas que autores de bibliotecas e aplicações encontram quando estão criando elementos de código reutilizáveis como classes ou funções, estes problemas são:

  • Conflitos de nomes entre os códigos criados e classes/bibliotecas/funções ou constantes internas do PHP, ou de bibliotecas de terceiros;
  • Habilidade de apelidar (ou encurtar) nomes longos (por exemplo, Extra_Long_Name) destinados a solucionar o primeiro problema, aumentando a legibilidade do código-fonte.

Como um simples exemplo de namespace, considere a seguinte classe, salva em um arquivo chamado “namespaces.php”:

<?php
//define uma Namespace
namespace my\name
class MinhaClasse {}

Ele apenas define uma namespace denominada “my\name”, com uma classe dentro. Agora, para acessar esta classe utilizando a namespace, pode-se utilizar o seguinte código, localizado em um arquivo “namespaces_uso.php”:

<?php
require_once 'namespaces.php';
//instancia uma classe de uma determinada namespace
$classe = new my\name\MinhaClasse;

Simples assim. Existem outros meios de se utilizar as namespaces, recomendo a leitura dos seguintes links:

http://br.php.net/manual/en/language.namespaces.rationale.php

http://br.php.net/manual/en/language.namespaces.importing.php

Funções Lambda e Closures

Funções anônimas, também conhecidas como closures, permitem a criação de funções que não possuem nomes específicos. Estas funções ficaram muito conhecidas pelos desenvolvedores web graças ao javascript, que as utiliza amplamente.

Uma implementação simples deste tipo de função é a seguinte:

<?php
$olaMundo = function($nome)
{
echo "Ola Mundo: {$nome}";
};

Neste código é atribuída uma função à variável “$olaMundo”, bastando o seguinte código para utilizá-la:

$olaMundo('fernando');

Para maiores informações sobre funções lambda e closures, acesse:

http://br.php.net/manual/en/functions.anonymous.php

NOWDOC

O NOWDOC é para o HEREDOC o que as aspas simples (‘) são para as aspas duplas (“): no NOWDOC todo o texto é imprimido do jeito que ele foi digitado e no HEREDOC trechos do texto contendo “$” ou outros símbolos que podem ser parseados, serão interpretados. De forma mais resumida: no NOWDOC não existe parsing e no HEREDOC existe parsing. Ele é definido da mesma forma que o HEREDOC, diferenciando no fato de que o identificador deve conter aspas simples.

Outra diferença entre o NOWDOC e o HEREDOC é que o NOWDOC pode ser definido em qualquer contexto de dado estático, até para inicializar atributos de classes ou constantes.

Um exemplo de NOWDOC:

<?php
//atribui um longo texto à string
$string = <<<'TEXT'
  Este é um texto em NOWDOC, onde um
  "$" é um "$" E {$} não é parseado.
TEXT;
echo $string;

O resultado deste script demonstra que não ocorre nenhum parsing da string, imprimindo exatamente o que foi digitado.

Para quem ainda não sabe, HEREDOCs e NOWDOCs podem ser utilizados para definir longos textos dentro de uma variável PHP, melhorando a legibilidade do código. Ele é semelhante aos campos <![CDATA[ ]]> do SGML, pois ele declara um bloco de texto que não é parseado.

Mais informações sobre NOWDOC:

http://br.php.net/manual/en/language.types.string.php#language.types.string.syntax.nowdoc

__callStatic

__callStatic é um método mágico interessante adicionado nesta versão do PHP. O método __call é invocado quando um método de uma determinada classe está inacessível, no contexto de objeto. O problema é que não havia uma maneira de tratar estes métodos em um contexto estático. Aí que entra o __callStatic. Para entender melhor o conceito, o seguinte código pode ser tomado como exemplo:

<?php
class MinhaClasse
{
	public function __call($metodo, $parametros)
	{
		echo "O metodo '$metodo' foi chamado<br />";
	}
	public static function __callStatic($metodo, $parametros)
	{
		echo "O metodo '$metodo' foi chamado estaticamente";
	}
}

Este exemplo apenas define uma classe com os métodos mágicos explanados acima. Agora, considerando o exemplo abaixo, a primeira chamada de método executa o método __call e a segunda chamada irá executar __callStatic, pois está chamando o método de forma estática.

$obj = new MinhaClasse();
$obj->metodo();
MinhaClasse::metodo();

Bom, esta foi uma explanação das novidades do PHP 5.3 que mais me chamaram a atenção. Lembro a todos que todas as informações explanadas aqui foram retiradas do site oficial do php. Até o próximo post.